Muitas vezes nos interrogamos
porque é que haverá tanta falta de entendimento, tanta discórdia, tanta má
vontade e tanto ódio entre tanta gente. Obviamente que as razões são inúmeras, e
não se acrescentaria nada de novo pelo facto de as tentar exaustivamente enumerar.
O interessante é que, quando se
procuram respostas para essas questões, não só no que toca a relacionamentos
individuais, mas sobretudo nas grandes questões da chamada Humanidade,
reflecte-se (e sempre se reflectiu) com base no Homem como centro de todo o
pensamento. Galileu, em tempos, tentou mostrar que a Terra não era o centro do
Universo, e teve sérios problemas com isso. O Homem dito moderno torna a cair,
vezes sem conta, num erro semelhante.

No fundo, somos apenas animais,
com uma vida limitada, com reacções químicas mais evoluídas a nível cerebral
que nos permitem desenvolver raciocínios complexos. E que nos deviam permitir
compreender a nossa falibilidade e irrelevância. Tão irrelevantes como a Terra
o é na vastidão do Universo, algo para lá da nossa capacidade de compreensão de
seres inteligentes.
Ora, se o que se diz ser a nossa
marca distintiva é a capacidade de raciocínio, porque não fazer uso dela para
tentar perceber que temos que tentar fazer parte, e não controlar, dominar,
extinguir, esgotar recursos? Um excelente exemplo da tacanhez humana é o
conceito de vida inteligente no Universo. Porque é que a vida inteligente há de
ter que ser fisicamente semelhante ao humano? Porque o humano não consegue
deixar de se ver como um ser que paira num nível superior. Compare-se, como
reflexão, dois planetas Terra, tendo evoluído paralelamente, sendo que um nunca
teria tido a presença humana. Como seria uma Terra assim? Um paraíso intocado?
Certamente...
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